Garotas De Vidro – Laurie Halse

Garotas de Vidro foi lançado exatamente em 2012, quando eu tinha apenas 17 anos. Lembro que, na época que o livro foi lançado, eu fiquei muito ansiosa para poder lê-lo, pois não só o assunto tratado no livro, a capa também me chamara muita atenção!

“Eu fico pensando que, se eu pudesse tirar minha pele, sair desse corpo, então poderia ver quem eu sou de verdade.”

Lembro de estar sentada na cadeira da mesa do computador, apertar o botão da CPU (naquela época eu ainda não tinha noteebok) e esperar a tela inicial aparecer. Não me lembro se havia acabado de acordar ou de madrugada, mas lembro da alegria que tive quando fui em um site que frequentava de livros em pdf e tinha o arquivo de ‘Garotas de Vidro’. Não hesitei e baixei naquele mesmo instante.

Acontece que eu não consegui passar provavelmente nas cinquenta primeiras páginas. Isso porque, pra mim, naquele momento da minha vida, não era uma boa ideia esse tipo de história. E eu acho isso um ponto importante porque, hoje eu sei que consegui terminar esse livro porque certas coisas já não funcionam tanto como gatilho ao ponto de me fazer tão mal, mas para outra pessoa pode ser que sim.

“A dor dos cortes tinha um sabor diferente. E ajudava a não pensar sobre como meu corpo, minha família e minha vida tinham sido roubados de mim, ajudava a não me importar…”

Já adianto que não, não há nada de extraordinário ou muito novo aqui. A história é simples, porém marcante.

Lia e Cassie eram melhores amigas, mas essa amizade tinha lá seus perigos (se é que posso chamar assim) pois ambas tinha uma obsessão muito grande por uma única coisa: ser absurdamente magra.

O mito do padrão de beleza existe há muitos anos, e isso é muito presente neste livro. O tempo todo a autora está tocando nesses assuntos, mostrando como a personagem Lia está se tornando cada vez mais doente e cada vez mais obcecada.

“Eu não deveria. Não posso. Não mereço. Sou uma gorda gigante e tenho nojo de mim mesma. Eu já ocupo espaço demais. Sou uma hipócrita feia e malvada. Sou um problema. Sou um lixo. Quero dormir e não acordar, mas não quero morrer. Quero comer como uma pessoa normal, mas preciso ver meus ossos ou vou me odiar ainda mais e poderia arrancar meu coração ou tomar todos os comprimidos já fabricados na história”

É uma história tóxica e até um pouco repugnante em certos pontos, pois há muito detalhe na escrita, e muita veracidade na forma como as coisas são contadas. Apesar de todo o desespero que sentimos, o livro também nos ensina ser fortes, a dar um passo de cada vez e o principal: procurar ajuda.

A gente sempre acha que vai conseguir, que está tudo bem, mas não. Ás vezes não conseguimos enxergar o quanto estamos nos machucando, pois os cortes externos são bem menores comparados com os que há dentro.

“Não existe cura mágica, nem como fazer tudo desaparecer para sempre. Existem apenas pequenos passos adiante; um dia mais fácil, uma risada inesperada, um espelho que não importa mais.”

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4/5

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