VOX – Christina Dalcher

VOX  nos traz a história de um mundo distópico onde homens conseguiram tomar posse de não só do governo, mas também das mulheres, o machismo e preconceito gritantes em cada página do livro, o que fez com que eu não sentisse apenas raiva, mas também tristeza por todas aquelas mulheres que foram obrigadas após uma eleição a colocar uma pulseira em seus pulsos que contavam cada palavra que elas diziam. Todas, inclusive as crianças, só podiam usar 100 palavras por dia. Caso a mulher (ou criança) pasasse da cota permitida, um pequeno choque as alertava. Esse choque, conforme sua frequência de vezes, ia ficando cada vez mais forte.

“ – Você está ficando histérica. Só estou dizendo que, em termos biológicos, as mulheres fazem certas coisas, e os homens, outras. Por exemplo, você é uma professora fantástica, mas provavelmente não duraria uma hora se… não sei … se tivesse de trabalhar cavando valas.”

Jean é mãe de dois filhos, casada e uma mulher muito inteligente, porém o desfecho da personagem acabou por deixar a desejar. Certas decisões que tomou durante a história, no calor do momento, fez com que o carisma fosse maior por Patrick, seu marido, do que por ela. O que chega a ser estranho pois este livro é quase uma completa repulsa por toda a civilização dos homens ali existentes. Mas Patrick conseguiu um grande destaque em toda esta trama.

Em VOX a realidade é tão complicada, tão machista e tão repudiosa, que Jean poderia ter sido mais firme, um pouco mais mãe e protetora na hora de tomar certas decisões. O que senti conforme a história foi progredindo é que ela estava tomando mais decisões como uma adolescente querendo fugir de casa com um grande amor, do que realmente se importando com os fatos em si.

O desfecho da história não é ruim, a autora consegue nos mostrar um mundo distópico bem detalhista, mas com algumas coisas que poderiam ser descartadas.

É um livro bom, com personagens e falas marcantes, e não acredito que haja necessidade de uma continuação.

Algumas coisas poderiam ter sido descartadas, mas não acredito que isso interfira tanto na história, a autora poderia ter focado mais no problema em si do que se preocupar com questões amorosas que, na minha opinião, não havia necessidade de serem abordadas ou, talvez, colocadas de uma maneira diferente.

A filha de Jean é cativante em sua forma única, mesmo não dizendo tantas palavras é impossível não sentir uma empatia pela menina que, tão nova, já se via em uma situação tão ruim.

VOX com certeza é uma leitura necessária, ainda mais nos tempos em que vivemos. Em diversos pontos a autora coloca em questão sobre o voto consciente, sobre pesquisar, se informar. Assim como mostra diversas mulheres lutando,  enfrentando e indo até o fim.

A verdade é que todas nós, mulheres, deveríamos nos unir mais, pois a realidade aqui mostrada não é algo tão absurdo de acontecer se formos levar em conta tudo o que já acontece hoje em dia.

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4/5
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